Pare de acreditar SOMENTE na sua PERCEPÇÃO ou MEDIDOR DE POTENCIA! MANÉ!


Quando você esta pedalando há duas maneiras de saber o quão rápido você esta: A primeira é pela percepção. Você não sabe exatamente a velocidade, porém as suas experiências e a sensação inata indicam se você esta rápido ou não. A segunda é olhar no velocímetro e ter o dado preciso da sua velocidade.

Se um pelotão acelerar e os ciclistas não olharem a velocidade, parâmetros externos servirão de referência para alguns atletas terem ideia se estão ou não em maior velocidade. O ambiente “nos convida” a acelerar ou desacelerar e neste momento o atleta tem que tomar a decisão rapidamente.

Essa análise nos leva a uma reflexão: Cuidado ao depender EXCLUSIVAMENTE de um parâmetro objetivo, como o seu velocímetro ou medidor de potência para decidir se deve ou não acelerar. O ambiente esportivo é multifatorial, diferente de um laboratório que algumas variáveis são controladas. Em alguns momentos você vai ter que “ouvir” o seu corpo, vai ter que observar a reação de outros atletas, vai ter que esperar a resposta do pelotão ou até analisar o percurso.

Não é questão de ser bom ou ruim utilizar parâmetros objetivos para o controle da velocidade. Eles são necessários e devem ser utilizados por todos os ciclistas, mas não esqueça de ter uma análise de todo o contexto para não “afrouxar a ligação entre percepção e ação”.

Atletas profissionais, por suas vivências e maior repertório, tendem a construir maior número de possibilidades de ação. Escolhem com maior rapidez e precisão o momento de acelerar, sem necessariamente ser uma questão de olhar ou não a potência ou velocidade. Então, quando estão em uma corrida, querem que as estratégias e todo esse conjunto de conhecimento estejam “enraizados”. Bons ciclistas respondem rápido em situações de tomada de decisão e o conjunto de informações/experiências/repertório serão os seus diferenciais para se tornarem mais eficientes.

Quando o ciclista muda o foco para tudo que é objetivo ele se distancia do universo intuitivo, algo péssimo, o foco passa a ser externo. É comum nos pelotões atletas com bons desempenhos em determinados momentos serem pegos pelos números dos medidores de potência e mudarem drasticamente o que estavam efetivamente construindo. Em alguns momentos é FUNDAMENTAL ouvir ou seu corpo e “fluir” junto com ele, sair da zona “específica” e ampliar horizontes. Para alguns é apenas um pequeno detalhe, mas ter esse comportamento repetidas vezes resulta em grande desequilíbrio entre o que você faz e o ritmo do pelotão.

Então, qual é o ponto? Em um mundo de relógios, medidores de potência e GPS, todos dispositivos que nos fornecem feedback sobre muitas coisas, o cuidado esta no equilíbrio entre o que principal e secundário em diferentes situações. Quando criamos um excesso de confiança em apenas uma dessas conexões o ciclista cria “perturbações”. Portanto, aumente a conexão entre percepção, dados objetivos e ação! É fácil? Não, mas com toda certeza você será um ciclista infinitamente melhor que a grande maioria. É assim que os melhores se destacam, é assim que você também pode se destacar.

Fica a dia! Bons treinos Foto: Reprodução internet

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